Druamverso

Um cosmos. Muitas entradas.
O Druamverso é um universo ficcional em expansão. Suas histórias atravessam épocas, protagonistas e formas diferentes — do início do processo civilizacional a futuros possíveis, passando por regiões em que as próprias regras da realidade começam a mudar.
Cada livro e conto pode ser lido de forma independente. Personagens, acontecimentos, imagens e forças reaparecem sob outros ângulos, e uma obra pode transformar retroativamente aquilo que parecia conhecido em outra.
Não existe uma ordem obrigatória. Cada ordem de leitura revela primeiro uma parte diferente do cosmos.
Comece por onde quiser
Por onde entrar?
ESPIRAIS
Se você quer começar pelas origens.
No início do processo civilizacional, Nyarah vive em Mrun, uma ilha onde telepatia, meditação coletiva e relações incomuns com a natureza fazem parte da vida cotidiana.
A chegada de Syen coincide com pequenas instabilidades. Ao mesmo tempo, uma comunidade que busca viver sem estruturas rígidas de poder começa a produzir divisão, exclusão e controle.
E alguma coisa também começa a acontecer com o próprio universo.
PULSARES
Se você prefere entrar pelo futuro próximo.
Aion, Mixa e Kyra vivem num mundo submetido ao Governo Único quando misteriosas pulsações começam a alterar pessoas e realidade.
Novas capacidades emergem. Os Darkstone querem controlá-las. E talvez aquilo que está mudando seja muito maior do que qualquer estrutura humana de poder.
CÂNTICOS ANDRÓGINOS
Se você quer entrar pela poesia.
Syen, uma das personagens centrais de Espirais, atravessa em versos acontecimentos, perdas e transformações de um mundo muito anterior ao nosso.
A mesma história pode mudar quando outra pessoa a conta.
DRUAM
Se você prefere entrar pela experimentação.
Personagens e lugares inicialmente não têm nomes. As vozes participam da própria forma do livro, enquanto seu protagonista descobre uma estrutura que interfere na consciência.
A última palavra da narrativa revela seu nome: Druam.
Quatro livros. Protagonistas e formas diferentes. Um cosmos.
Livros

Espirais (Mondru, 2026)
No início do processo civilizacional, a sacerdotisa Nyarah vive em Mrun, uma ilha onde telepatia, meditação coletiva e contato com outros planos fazem parte do cotidiano.
A chegada de Syen, indígena intersexo que atravessou o continente para alcançar a ilha, coincide com pequenas instabilidades. Ao mesmo tempo, Rekyos começa a questionar a organização da comunidade e cria, a partir das rochas vulcânicas de Mrun, um estranho monólito: a Pedra Negra.
Enquanto o próprio universo começa a mudar, surgem divisões onde havia ressonância, critérios onde havia acolhimento e poder onde não existia governo.
Espirais acompanha o momento em que uma sociedade começa a produzir aquilo que poderá controlá-la durante milênios.

Pulsares (Mondru, 2025)
Num futuro próximo, alguma coisa está acontecendo com o universo.
Misteriosas pulsações alteram a realidade e fazem emergir novas capacidades. Aion manipula bioluz e parece compreender mais do que revela. Mixa é uma artista tecnobrega em ascensão. Kyra manifesta habilidades que ainda não sabe controlar.
Suas trajetórias começam a convergir num mundo submetido ao Governo Único, à vigilância permanente e à influência da família Darkstone.
Mas as pulsações talvez sejam maiores do que qualquer tentativa de controlá-las.

Cânticos andróginos (Opera, 2025)
Livro de poemas narrados pela intersexo (ou hermafrodita) Syen, indígena que vive, no início do processo civilizacional, em terras que viriam a ser brasileiras. Os acontecimentos narrados em Espirais pela personagem Nyarah são aqui relatados em versos por Syen — cujo ápice é o genocídio da maioria dos intersexos, que naquela época constituíam um terço da população mundial.

Druam (2021, Um Livro)
No primeiro livro lançado do Druamverso, a experimentação está no próprio modo de escrita: personagens e localidades não são nomeados, e o que diferencia cada voz nos diálogos é a fonte tipográfica. O tema central da novela é a Barreira Vibracional — o modo como o protagonista a descobre e sua busca por dissolvê-la. A última palavra da novela é “Druam”, nomeando o protagonista e fazendo com que o universo, em sua expressão em livro, adentre a nomeação de seus personagens, adotada nos livros seguintes.
As conexões
Os livros do Druamverso não formam uma sequência convencional.
Protagonistas mudam. Épocas mudam. A forma e até o tipo de narrativa podem mudar.
Mas personagens reaparecem, acontecimentos deixam rastros e elementos que parecem secundários em uma obra podem adquirir outra dimensão quando encontrados em outra.
Quem começa por Pulsares encontra primeiro algumas consequências.
Quem começa por Espirais encontra algumas origens.
Quem começa por Cânticos Andróginos encontra acontecimentos pela memória e pela poesia de Syen.
Quem começa por Druam encontra antes a ruptura da percepção.
As conexões fazem parte da leitura. Não é preciso descobri-las todas de uma vez.
Para mergulhar mais fundo
Pulsações cósmicas
Dada uma instabilidade no atemporal, nosso universo é constituído de espasmos que tendem a igualar matéria e antimatéria, levando o universo a uma constituição de pura luz. As pulsações geram anomalias no espaço-tempo e fazem emergir novas características e habilidades nos seres sencientes, como telepatia e telecinesia.
Espiral do Controle
No início do processo civilizacional, a igualdade social vai gradativamente perdendo espaço para a imposição de poder de uma elite. Essa prática se plasma no campo vibratório: todo indivíduo que atua em alguma intensidade no poder — entendendo poder sempre como algo que oprime — se instala na Espiral do Controle, e seu exercício de poder passa a ser mais influência da Espiral do que prática autônoma.
Barreira Vibracional
Associada à Espiral do Controle, é uma espécie de domo energético que dificulta a expansão de consciência nos seres sencientes. Ao longo dos milênios, vem sendo mantida por uma cúpula de poder que financia médiuns habilidosos para mantê-la operando — nos últimos séculos, sob a liderança da família Darkstone e seus tentáculos corporativos e místicos.
Governo Único
Num futuro muito próximo, diversos países — o Brasil entre eles — formam uma única unidade política. Sua se baseia no Salário Mínimo Universal, concedido por moradia: um modo opressivo de controle de natalidade. Monitores de pulso inoculados sob a pele substituem celulares e computadores, promovendo uma vigilância social até então nunca vista.
Contos
Os contos abaixo fazem referência direta ao que é relatado nos livros e estão listados na ordem cronológica interna do Druamverso.
“O futuro é canibal” — antologia Ruptura (Cemitério das Letras)
A partir da relação de um ícone do povo indígena Ieguak, sabemos como os Darkstone influenciam as mais importantes decisões políticas no Brasil — como a passagem do presidencialismo ao Governo Único.
“Partículas selvagens” — O sagrado e o profano, ano 2 (Carnage, 2024)
Narrado pela indígena Tauane Ieguak, DJ junky na Suíça, personagem brevemente citada em Pulsares. Com o aumento da intensidade das pulsações cósmicas, Tauane volta à sua aldeia no Brasil, buscando conciliar sua vida atual com a tradição de seu povo.
“Fotossíntese cósmica” — Botânica Sombria (Projeto Sombrio)
A protagonista é Jada, personagem secundária de Pulsares. Refugiada no interior do estado do Rio de Janeiro, atônita com a influência das pulsações em seu cotidiano, ela começa a desvendar, num bosque, o que são as pulsações.
“Anomalias” — revista Literatura Fantástica n. 29
Narrado por Ember, filha do patriarca Darkstone. Ao ter sua gravidez sabotada pela família, Ember descobre a verdade por trás dos Darkstone — e terá papel importante no esforço de diluir a Barreira Vibracional.
“O outro onírico” — revista Cosmos e Contexto
Este conto se passa entre os capítulos 9 e 10 de Pulsares. Aion tenta ensinar a Mixa e Kyra como lidar com as pulsações cósmicas. Nunca é tão simples.
“Curadoria do assombro” – antologia do Prêmio Off Flip 2026
Um curador de arte chega a extremos quânticos. Leia na pag. 38 da coletânea.
